Pesca de pacu no Paraguai: isca de fruta, técnica e onde

Come o que cai da árvore, tem um faro muito apurado e é difícil de enganar: o peixe das frutas e como pescá-lo.

Publicado em 28 de setembro de 2026

EspéciePacu, Piaractus mesopotamicus, família Serrasalmidae
TamanhoAté 50 cm de comprimento padrão e 20 kg segundo os registros científicos
O que comeFrutas, sementes e coquinhos que caem das árvores; também folhas, moluscos e peixes pequenos
Temporada no guiaNo Paraná, verão (dezembro a março); no Pantanal e no alto rio Paraguai, águas baixas de julho a outubro
TécnicaFrutas como isca, fly com imitações
Tamanho mínimo45 cm de comprimento total (Lei N° 3556/08, art. 34)
SituaçãoQuase ameaçado (Lista Vermelha da IUCN, 2020)

O pacu é o peixe que se pesca com fruta. Não é modo de dizer: a isca clássica é um coquinho de palmeira, um gomo de laranja ou a fruta da margem, jogada onde a árvore a derruba. É um peixe de corpo alto e curto, com um faro muito apurado e uma briga que as matérias descrevem como enérgica. A ficha da espécie o chama de o peixe das frutas, e não há nome melhor.

Está em 9 regiões do guia: Pilar, Paso de Patria, Cerrito, Ayolas e Corredor Paraná, Ciudad del Este, Encarnación e San Cosme, Concepción, Vallemí e San Lázaro e Bahía Negra e Pantanal. Ou seja, no rio Paraguai e no Paraná. Os lodges, guias e pesqueiros que trabalham com ele aparecem, região por região, em Pacu.

Que peixe é o pacu

O nome científico é Piaractus mesopotamicus, da família Serrasalmidae, com dentes molariformes, feitos para triturar frutos e sementes. É um peixe de água doce da bacia Paraguai-Paraná, de fundo (demersal) e migrador dentro do rio. O registro científico máximo é de 50 centímetros de comprimento padrão, medido sem a cauda, e 20 quilos de peso. Na Lista Vermelha da IUCN aparece como quase ameaçado desde 2020: por isso o tamanho mínimo e a soltura não são detalhe.

O que o diferencia é a dieta. Os biólogos resumem assim: os adultos entram na mata alagada para comer as castanhas e sementes que caem das árvores. Come também folhas, raízes de plantas flutuantes, moluscos e peixes pequenos, mas a praia dele é a fruta.

Isca: o que cai da árvore

As matérias de pesca concordam na lista: coquinhos de palmeira, uva, laranja, aguaí e, em geral, a fruta e a semente que houver na margem onde se pesca. Essa última parte é a que importa: as matérias insistem nos frutos do lugar.

O faro do pacu é muito apurado, e velhos pescadores do Paraná contam que até o cheiro de gordura animal o atrai. É um peixe rápido e desconfiado, difícil de enganar. Além da fruta, as matérias citam o milho (com mel, melhor ainda), bolinhas de massa, queijo, salame e até minhoca, mas a primeira opção é, acima de tudo, a fruta. É o que a ficha da espécie resume: frutas como isca, fly com imitações. No fly, há padrões que imitam frutos e sementes.

Técnica: a batida na água

O pacu é procurado nas margens protegidas por árvores e arbustos, onde a fruta madura cai no rio. É um peixe oportunista, atento à queda da fruta madura (a do ingá é uma das preferidas), e a técnica é imitar esse momento: o arremesso tem que simular a batida da fruta na água.

O anzol vai pequeno, para que ele não perceba, e o pacu tem a boca pequena: as matérias falam de anzóis do 8 ao 14. Ataca sobretudo nas primeiras horas da manhã e não costuma atacar à noite, e em geral a uns dez metros da margem, nos remansos com boa profundidade. É forte, e as fontes recomendam linha de pelo menos 8 a 10 libras e equipamento resistente. No Paraguai vale, além disso, a regra geral da Lei N° 3556/08: uma isca artificial não pode ter mais de uma garateia (art. 36, inc. k). O que a lei diz sobre petrechos, cota e multas está em licença, defeso e tamanhos.

Onde procurar

Nas margens com árvores ou arbustos, onde cai a fruta, e nos remansos com boa profundidade perto da margem. As matérias avisam que não é fácil de achar, mesmo com guia: é preciso percorrer lugares específicos. A página de cada região, com os lugares cadastrados, sai de Pilar, Paso de Patria, Cerrito, Ayolas e Corredor Paraná, Ciudad del Este, Encarnación e San Cosme, Concepción, Vallemí e San Lázaro e Bahía Negra e Pantanal.

Com a água alta, os adultos entram na mata alagada para comer o que cai das árvores: a altura do rio muda onde ele está. Antes de montar a saída, veja a do dia em o nível do rio hoje.

Quando se pesca o pacu no Paraguai

A ficha da espécie diz por trecho: no Paraná, verão (dezembro a março); no Pantanal e no alto rio Paraguai, águas baixas de julho a outubro. E aqui é preciso dizer com clareza, porque o verão do Paraná cruza com o defeso: no Paraguai o defeso começa nos primeiros dias de novembro, vai até 20 de dezembro nas águas compartilhadas com a Argentina e nos rios, arroios e lagoas internos, e até 31 de janeiro do ano seguinte nas águas compartilhadas com o Brasil. O defeso vale para a pesca esportiva e para a comercial, e a única exceção, a pesca de subsistência dos ribeirinhos, deixa o pacu de fora. O mês a mês, com o defeso marcado, está em o calendário mês a mês, e a data exata de cada ano é publicada pelo MADES.

Um dado da última resolução de defeso: o pacu aparece entre as espécies criadas em aquicultura que podem ser vendidas durante o defeso com essa procedência. O do rio, não.

Tamanho mínimo e licença

O tamanho mínimo do pacu no Paraguai é 45 cm de comprimento total, do focinho com a boca fechada à ponta da cauda, segundo a Lei N° 3556/08 de Pesca e Aquicultura (arts. 34 e 35), a que o MADES aplica em todo o país. Abaixo disso, volta para a água. Como é uma espécie quase ameaçada, soltar também os grandes é uma boa ideia. A tabela completa de tamanhos está em licença, defeso e tamanhos.

Para pescá-lo é preciso a licença de pesca esportiva do MADES, seja paraguaio ou estrangeiro, e ela se tira antes da saída: a licença passo a passo. Multa de 30 a 500 jornais mínimos (Lei 3556/08, art. 50), hoje Gs. 3,5 a 58,5 milhões.

Com quem ir

O pacu é uma pescaria de lugar: onde a fruta está caindo quem sabe é o guia da região, não o mapa. Os lodges, guias e pesqueiros das regiões com pacu estão em Pacu; em cada ficha aparece como contatá-los.

Uma fruta infalível, um mês garantido ou a árvore que sempre dá peixe: nada disso dá para prometer com o pacu, e por isso esta matéria não promete. A isca que funciona é a fruta do lugar, e quem mexe no calendário é o rio e o defeso. O que vale conferir antes de sair é a altura do rio, atualizada todo dia em o nível do rio hoje.

Perguntas frequentes

Com que isca se pesca o pacu?

Com frutas e sementes: coquinhos de palmeira, laranja, uva, aguaí e a fruta que estiver caindo na água naquela margem. Também milho com mel, massa e outras iscas. A ficha da espécie resume assim: frutas como isca, fly com imitações.

Como se pesca o pacu?

Embaixo das árvores que dão fruta sobre a água. O arremesso imita a batida da fruta que cai na água, com anzol pequeno. Linha de 8 a 10 libras no mínimo, porque é um peixe forte.

Onde se pesca o pacu no Paraguai?

Em 9 regiões do guia: Pilar, Paso de Patria, Cerrito, Ayolas e Corredor Paraná, Ciudad del Este, Encarnación e San Cosme, Concepción, Vallemí e San Lázaro e Bahía Negra e Pantanal. Os lodges e guias que trabalham com ele estão em Pacu.

Quando é a temporada do pacu?

no Paraná, verão (dezembro a março); no Pantanal e no alto rio Paraguai, águas baixas de julho a outubro. O defeso começa nos primeiros dias de novembro e vale para a pesca esportiva de todas as espécies. O calendário está em o calendário mês a mês.

Qual é o tamanho mínimo do pacu no Paraguai?

45 cm de comprimento total, pela Lei N° 3556/08 de Pesca e Aquicultura (art. 34). Abaixo disso, volta para a água.

Quanto pesa um pacu?

O registro científico máximo é de 20 kg e 50 cm de comprimento padrão. É um peixe de corpo alto e curto.

Precisa de licença para pescar pacu?

Sim, a licença de pesca esportiva do MADES, para paraguaios e estrangeiros. Como se tira, passo a passo: a licença passo a passo.

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